sábado, 11 de junho de 2011

PÍLULA ANTICONCEPCIONAL PARA HOMENS ?



Antagonista do receptor do ácido retinóico interfere com produção de esperma


O composto pode ser tomado por via oral
Cientistas da Columbia University Medical Center, EUA, estão a desenvolver o que pode ser o primeiro contraceptivo oral, não esteróide, para homens. Testes de baixas doses de um composto que interfere com os receptores do ácido retinóico (RAR), cujos ligantes são metabólitos da vitamina A na dieta, revelaram que causou esterilidade em ratos machos.

De acordo com o ScienceDaily, os investigadores descobriram que as baixas doses da droga pararam a produção de espermatozóides, sem efeitos colaterais aparentes. E, crucial para um contraceptivo, a fertilidade normal foi restaurada logo após a administração da droga ter terminado.
Para testar se o composto impedia a concepção em níveis baixos, a autora principal do estudo, Debra J. Wolgemuth, e equipa, colocou os ratos do sexo masculino tratados com as fêmeas e constatou que a esterilidade masculina reversível ocorreu com doses baixas como 1,0 mg / kg do corpo peso para um período de tratamento de quatro semanas.

Uma das vantagens de usar uma abordagem não esteróidal é evitar os efeitos colaterais geralmente associados a métodos esteróides à base de hormonas, explicam os investigadores.

A fertilidade foi restaurada após a administração da droga ter terminado
Opções baseadas em esteróides masculinos têm sido acompanhadas de efeitos adversos, incluindo a variabilidade étnica de eficácia, bem como um aumento do risco de doença cardiovascular e de hiperplasia prostática benigna.

Outro efeito colateral de opções hormonais para homens inclui a diminuição da libido.

Não vimos nenhum efeito colateral, até agora, e os ratos têm acasalado muito bem”, afirmou Debra J. Wolgemuth. Embora a vitamina A na dieta seja responsável pela produção de receptores sensíveis à luz no olho, não se usa o RAR neste processo. Por isso, os cientistas garantem que a droga não irá afectar a visão.

“Um benefício adicional do composto é poder ser tomado por via oral como um comprimido, evitando o processo de injecção. Também parece ter um efeito muito rápido na produção de esperma e uma recuperação mais rápida quando a fertilidade é desejada”, explicou o investigador Sanny S. W. Chung.

Mas para fazer da pílula uma realidade, os cientistas precisam demonstrar que a substância é segura, eficaz e reversível, quando usada durante anos.

Para um futuro a longo prazo, os cientistas estão a planear estudos para determinar por quanto tempo se pode interromper a fertilidade para se conseguir recuperá-la após a administração da droga ter parado. “Esperamos que num futuro não tão distante, possamos finalmente ter mais opções para as pessoas”, afirmou Sanny S. W. Chung.
Fonte: Ciencia Hoje

VITAMINA D PROTEGE DIABÉTICOS DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES



Célula saudável (esq.) e célula privada de vitamina D  com alto nível de LDL (dir.)
A carência de vitamina D pode aumentar o risco de doenças cardíacas nos diabéticos. Num estudo agora publicado na revista «Circulation» os investigadores da Washington University School of Medicine in St. Louis demonstram que as células imunitárias com níveis muito baixos de vitamina D tornam-se receptoras de colesterol que pode construir blocos de placas nas artérias.
O endocrinologista Carlos Bernal-Mizrachi e a sua equipa descobriram que as pessoas com diabetes são mais susceptíveis do que as que não têm a doença a problemas cardiovasculares devido à carência de vitamina D.

Já estudos anteriores ligavam a carência desta vitamina ao risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Mas os mecanismos de como este processo funciona só agora foram demonstrados.

Os investigadores analisaram amostras de sangue de 76 pessoas obesas, com 55 anos (em média), com tensão arterial alta, diabetes tipo 2 e baixo nível de vitamina D.

Para fazer a comparação, os cientistas testaram o sangue de 15 pessoas com características semelhantes mas com níveis normais de vitamina D e outras 45 pessoas com tensão arterial regular.

A partir destas amostras de sangue cultivaram células imunitárias chamadas macrófagos e expuseram-nas a uma forma oxidada de LDL, o chamado “mau colesterol”.

No teste, os macrófagos dos pacientes com diabetes tipo 2 foram mais capazes de absorver o colesterol em excesso quando não lhes foi aplicada a vitamina D.

Estes macrófagos tornaram-se devoradores indiscriminados e engoliram LDL em excesso, transformando-se se em macrófagos espumosos («foam cells»), a base das placas que bloqueiam os vasos sanguíneos.

Os macrófagos espumosos agrupam-se a outros detritos ao longo dos vasos sanguíneos, formando uma espécie de capa de colagénio fibroso.

Se essa capa de tornar instável, as placas rompem-se e forma-se um coágulo de sangue – o que pod desencadear um ataque cardíaco ou um derrame cerebral.

Em experiências posteriores os investigadores demonstraram que a vitamina D protege o retículo endoplasmático do stress em diabéticos. Com menos stress os macrófagos vão dispor de menos proteínas receptoras.

Bernal-Mizrachi e seus colegas mostram também que esse stress desencadeia uma resposta inflamatória. E numa artéria que já formou placas isso pode ser mortal.

A vitamina D é obtida através da exposição moderada ao sol ou então em suplementos
.
Fonte: Ciência Hoje

NIVEIS DE 25(OH) VITAMINA D, CRESCIMENTO DO FEMUR E RISCO DE DIABETEES ENTRE JOVENS ADULTOS


O objetivo deste estudo foi examinar a relação entre os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D (25 (OH) D) e comprimento do fêmur (CF) e seus riscos em associação com diabetes em adultos. Um total de 3.983 adultos com idade de 20 anos do National Health and Nutrition Examination Survey (2001-2002, 2003-2004) que não tiveram nenhuma falta de medidas FL ou 25 (OH) D foram utilizados nesta análise. Diabetes foi definido como sendo diagnosticados com diabetes ou glicemia de jejum durante a noite (FPG)> 125 mg dL • (-1). Prediabetes foi definida como tendo um FPG de 100 mg / dL • (-1) <GJ <126 mg / dL • (-1). Além disso, cada indivíduo foi agrupado em um quintil sexo especificado de FL (Q1-Q5). Globalmente, cerca de 11% dos homens e 9% das mulheres tinham diabetes e 33% dos homens e 20% das mulheres tiveram prediabetes. Embora a correlação de Pearson entre 25 (OH) D e FL foi fraco, pois FL passou de Q1 a Q5, as médias ajustadas dos 25 (OH) D em ambos os sexos aumentou, enquanto as médias ajustadas da CGJ, a insulina glicohemoglobina, e os prevalência ajustada de diabetes foram diminuiu (p de tendência <0,05). Resultados da regressão logíca indica que os níveis de 25 (OH) D e FL foram independente e negativamente associados com a prevalência de diabetes, não afetado por outros fatores de risco conhecidos. Entre aqueles sem diabetes observamos as mesmas tendências. Um aumento no meio de 25 (OH) D e uma menor prevalência de pré-diabetes foram observados com FL mudando de Q1 a Q5. Ambos 25 (OH) D e FL estão independentemente associadas ao risco de diabetes em adultos. No entanto, a nova hipótese de esta associação necessita de mais pesquisas. Appl Physiol Nutr Metab. 2011 Apr;36(2):264-70.

FRUTAS DIMINUEM O RISCO DE CÂNCER DE PROSTÁTA


 Estudo publicado no Molecular Nutrition and Food Research, mostrou que uma dieta rica em hortaliças é capaz de atuar na prevenção no câncer de próstata, em razão do seu elevado indice de antioxidantes, o licopeno e o beta-caroteno são substâncias chaves com um potencial protetor. Já os flavonóides, encontrados no chocolate, frutas e  chás, e vinhos possuem efeito antioxidante, propriedades antiinflamatórias e supressoras de angiogênese ; reguladoras da expressão de receptores hormonais e apoptose. Quanto aos vegetais do allium, que incluem o alho, cebola, alho-poró, cebolinha, alho-poró e cebolinha, enquanto os dados in vitro sugerem um benefício de proteção, os estudos de base populacional, são limitados e um efeito protetor permanece a ser determinado Finalmente vegetais crucíferos incluem brócolis, couve de bruxelas, couve-flor, couve chinesa, são ricos em sulforafanos e 3 indol carbinol que têm propriedades anti-cancerígenas contudo novos estudos são necessários.  J. Mol Nutr Food Res. 2008 Dec 8;53(2): 201-216

sexta-feira, 10 de junho de 2011

EXCESSO DE CARBOIDRATOS NA ALIMENTAÇÃO É FATOR DE RISCO PARA CATARATA


A ingestão de carboidratos em excesso pode levar a um risco aumentado de catarata. A conclusão faz parte de um estudo - Dietary Carbohydrate in Relation to Cortical and Nuclear Lens Opacities in the Melbourne Visual Impairment Project - realizado pela Tufts University, nos Estados Unidos.

O carboidrato é a fonte de energia mais importante do corpo humano. Evidências consideráveis, ligadas ao metabolismo anormal da glicose, já apontavam para o risco do desenvolvimento de diabetes e de catarata. A pesquisa americana buscou compreender como este processo se dá. Para isto, recrutou 3.271 participantes, com mais 40 anos, e os monitorou entre 1992 e 1994. Foram realizados exames oftalmológicos e o mapeamento de possíveis fatores de risco para a catarata.

Cinco anos mais tarde, todos os participantes foram convidados a retornar aos locais de teste para exames de acompanhamento. Os exames envolveram o mesmo protocolo utilizado na primeira fase, além de um questionário sobre dados alimentares.

Cortando o excesso de carboidratos da dieta

Após a segunda fase do estudo, os pesquisadores encontraram o diagnóstico de 197 casos de catarata cortical pura, 366 casos de catarata nuclear pura, e 2.385 olhos, sem qualquer tipo de catarata.

Considerando as informações dietéticas do questionário respondido pelos participantes, os pesquisadores estabeleceram uma conexão entre o desenvolvimento da catarata cortical e o consumo de carboidratos. “A exposição prolongada ao excesso de glicose pode resultar em oxidação, cross-linking, agregação e precipitação das proteínas do cristalino, que, modificado, leva ao aparecimento da catarata", explica o oftalmologista Virgilio Centurion.

O maior número de casos de catarata cortical está ligado diretamente ao maior consumo de carboidratos, pois as ressonâncias nucleares magnéticas indicam que as concentrações de glicose permanecem maior no córtex do que no núcleo.

Um fator de risco modificável

A partir do estudo, é possível que os oftalmologistas percebam uma conexão entre a dieta de seu paciente e o aparecimento da catarata. "A ingestão de carboidratos é um fator de risco modificável para a prevenção da catarata. 

Além de outros fatores de risco, como o tabagismo, por exemplo, os oftalmologistas devem considerar que uma dieta rica em carboidratos pode representar um risco para o surgimento da doença”, destaca o oftalmologista Juan Caballero.

“Outros estudos estão sendo realizados no sentido de mostrar que o excesso de carboidratos também é fator de risco modificável para a DMRI, degeneração macular relacionada à idade”, diz Juan Caballero.

Fonte: JorNow

quinta-feira, 9 de junho de 2011

BAIXA DOSE DE NALTREXONA EM ESCLEROSE MULTIPLA


Uso de baixas doses de naltrexona para o tratamento da esclerose múltipla (MS) goza de uma sequência em todo o mundo entre pacientes com esclerose múltipla. evidências esmagadoras, que, em baixas doses naltrexona não somente previne recaídas em MS, mas também reduz a progressão da doença. Propõe-se que o naltrexona age reduzindo a apoptose dos oligodendrócitos. Ele faz isso pela redução da atividade da sintase induzível do óxido nítrico. Isso resulta em uma diminuição na formação de peroxonitratos, o que impede a inibição dos transportadores de glutamato. Assim, a neurotoxicidade excitatória do glutamato nas células neuronais e oligodendrócitos, através da ativação da classe de ácido alfa-amino-3-hidroxi-5-metil-isoxazole-4-propiónico de receptor de glutamato é impedida. É fundamental que a comunidade médica responder às necessidades do paciente e investigar essa droga em um ensaio clínicoMed Hypotheses. 64(4),721-4,2005

sexta-feira, 3 de junho de 2011

SILDENAFIL MELHORA SINTOMAS CLINICOS E NEUROPATOLOGICO EM ESCLEROSE MULTIPLA


Pesquisadores da  Universidade Autônoma de Barcelona descobriram que o Viagra ® (sildenafil) reduz drasticamente os sintomas da esclerose múltipla em modelos animais com a doença. Os pesquisadores publicaram na  Acta Neuropathologica , demonstrando que praticamente a recuperação ocorreu em 50% dos animais após 8 dias de tratamento. Pesquisadores  estão bem confiantes de acordo com os resultados clinicos em breve será realizado em pacientes, uma vez que o medicamento é bem tolerado e tem sido usado em em disfunção sexual em alguns pacientes com esclerose múltipla.

Pifarré et al. Sildenafil (Viagra) ameliorates clinical symptoms and neuropathology in a mouse model of multiple sclerosis. Acta Neuropathol, 2011) 121:499-508
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