domingo, 1 de maio de 2011

CRANBERRY NA PREVENÇÃO DE INFECÇÃO URINÁRIA


Desde que se tornou conhecida no Brasil, a Cranberry passou a ser muito consumida pelas suas propriedades nutritivas como o ProAntoCianidinas (PAC) do tipo Vaccinium macrocarpon. Ela atua na prevenção da cistite em homens e mulheres e evita a adesão das bactérias à parede da bexiga e das vias urinárias. Nos Estados Unidos, onde é cultivada, é possível encontrá-la fresca entre setembro e dezembro, mas, no Brasil, a fruta não é muito comum. Geralmente, ela é consumida em forma de sucos, geléia, cápsulas e outros derivados. "A Cranberry é a primeira fruta a conseguir reivindicação oficial de produto para saúde de um órgão governamental e tem inúmeras pesquisas de credibilidade que reforçam sua indicação na prevenção de doenças urinárias", explica Fabiana Nascimento, diretora do site de vendas você natural.Além da geleia, o cranberry também pode ser encontrado na versão sucoEm forma de suco ou geléia, a cranberry pode ser uma alternativa natural ao tratamento de cistite. A fruta poderia ser um coadjuvante do tratamento com antibióticos. Entretanto é necessário realizar uma avaliação prévia do paciente para afastar a hipótese de problemas como cálculo ou outras doenças mais graves. No site você natural é possível encontrar o produto em forma de geléia. Comercializado com o nome "Pilicis", cada caixa contém 10 sachês do produto em gel que podem ser consumidos puros ou em pães, biscoitos e bolos. É um produto concentrado, pois cada sachê contém 50% de Cranberry desidratada mantendo todas as propriedades da fruta, que equivalem a 500 ml de suco natural concentrado.

Fonte: FOLHA DE LONDRINA

sábado, 30 de abril de 2011

CONSUMO DE ÓLEO DE OLIVA E ESTEATOSE (GORDURA NO FÍGADO)


As implicações clínicas das doença gordura no fígado não-alcoólica (esteatose hepática) resultam de seu potencial para evoluir para fibrose e cirrose. Ingestão inadequada de gordura, o consumo excessivo de refrigerantes, a resistência à insulina e aumento do estresse oxidativo resulta na entrega de ácidos graxos livres para o fígado aumentado  a acumulação de triglicerídeos hepáticos (TG). Uma dieta rica em azeite de oliva diminui o acúmulo de TG no fígado, melhora TGs pós-prandial, glicose e glucagon-like peptide-1 respostas em indivíduos resistentes à insulina, e upregulates transportador de glicose-2 expressão no fígado. Os principais mecanismos incluem: diminuição do fator de ativação nuclear kappaB, diminuição da densidade de lipoproteínas de baixa oxidação, resistência à insulina por redução da produção de citocinas inflamatórias (fator de necrose tumoral, interleucina-6) e melhoria da fosforilação Jun N-terminal quinase-mediada receptor de insulina substrato-1. O efeito benéfico da dieta mediterrânea é derivada de ácidos graxos monoinsaturados, principalmente do azeite. Nesta revisão, descrevemos as fontes alimentares dos ácidos graxos monoinsaturados, a composição do óleo de oliva, gorduras na dieta e sua relação com a resistência à insulina eo perfil lipídico pós-prandial e as respostas de glicose em esteatohepatite não alcoólica, estudos clínicos e experimentais que avaliam a relação entre azeite e esteatose hepática, e o mecanismo pelo qual o azeite de oliva melhora  a gordura  no fígado , e discutir perspectivas futuras.
World J Gastroenterol. 2009 21 de abril, 15 (15) :1809-15.

L CARNITINA REDUZ LDL-COLESTEROL OXIDADO EM PACIENTES COM DIABETES


Pacientes com diabetes tipo 2 estão sob alto nível de estresse oxidativo, e níveis de hiperglicemia correlacionam fortemente com níveis de LDL oxidada. A carnitina modula favoravelmente o estresse oxidativo. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia da L-carnitina sobre a redução da oxidação da LDL-colesterol em pacientes com diabetes tipo 2. Oitenta e um pacientes com diabetes foram aleatoriamente divididos em um dos dois grupos de tratamento por três meses. Os dois grupos receberam L-carnitina uma vez ao dia (n=41) ou placebo (n=40). As variáveis do seguimento foram avaliadas no baseline, após 1, 2 e 3 meses do tratamento: índice de massa corporal, glicose plasmática em jejum, hemoglobina glicosada, colesterol total, LDL-colesterol, HDL-colesterol, triglicerídeos, apolipoproteína A1, apolipoproteína B-100, LDL-colesterol oxidada, substâncias ácido tiobarbitúrico-reativas, e dienos conjugados. No final do período de estudo, pacientes tratados com L-carnitina mostraram melhoras significantes comparado com o grupo placebo no seguimento dos marcadores: níveis de LDL oxidada diminuíram em 15:1 comparado com 3.0 U/L (P < 0.001); LDL-colesterol diminuiu em 0.45 comparado com 0.16 mmol/L (P < 0.05); diminuiu triglicerídeos em 1.02 comparado com 0.09 mmol/L (P < 0.001); diminuiu concentrações de apolipoproteína A1 em 0.12 comparado com 0.03 mg/dL (P < 0.05); diminuiu concentrações de apolipoproteína B-100 em 0.13 comparado com 0.04 mg/dL (P < 0.05); concentrações de substâncias ácido tiobarbitúrico-reativas diminuíram em 1.92 comparado com 0.05 (P < 0.001), e concentrações de dieno conjugados diminuíram em 0.72 comparado com 0.11 no grupo placebo (P < 0.001). Esse estudo indica que a administração oral de L-carnitina reduz os níveis de LDL-colesterol oxidada em pacientes com diabetes tipo 2.   Am J Clin Nutr; 89: 71-76, 2009.

ACARBOSE REDUZ DISPONIBILIDADE DO AMIDO


Alvo - Digestão lenta de amido está associado com efeitos benéficos à saúde. A droga diminuidora de glicose acarbose tem o potencial para retardar a digestão de amido uma vez que inibe a-amilase e a-glicosidase. Nós testamos a hipótese de que uma baixa dose de acarbose retardaria a taxa de digestão de amido rapidamente digerível sem reduzir sua biodisponibilidade e aumentar assim o fluxo de amido resistente no cólon.
Métodos - Em um estudo cruzado, sete adultos saudáveis do sexo masculino ingeriram macarrão de milho (50,3 g de peso seco), naturalmente enriquecido com 13C, com e sem de acarbose. Glicemia e concentrações de insulina, e excreção de 13CO2 e hidrogênio na respiração foram monitoradas por 6 h após a ingestão dos alimentos teste. Usando uma infusão contínua preparada de D-[6,6-2H2] glicose, a taxa de aparecimento de glicose derivada do amido foi calculada, refletindo a absorção intestinal da glicose.
Resultados - Áreas sob a curva 2-h pós-prandial das concentrações de glicose e insulina no plasma foram diminuídas significativamente pela acarbose (58,1/8,2% e -72,77,4%, respectivamente). Acarbose reduziu o aparecimento global da glicose exógena em 6-h (biodisponibilidade) até 22,7% (média/SE) e a excreção cumulativa de 13CO2 em 6-h até 30,6%. Conclusões - Estes dados mostram que em voluntários saudáveis, uma baixa dose de acarbose diminui substancialmente o aparecimento de glicose derivada do amido. A biodisponibilidade reduzida parece contribuir para esta diminuição em uma maior extensão à medida que se retarda a digestão. Isto insinua que o efeito do tratamento com acarbose poderia ser atribuído em parte aos efeitos metabólicos da fermentação colônica do amido.      
                                                                                        Diabet. Med. 24, 600–606, 2007

CONCENTRAÇÃO DE SELÊNIO NO PLASMA EM PACIENTES COM CÂNCER DE COLON E ESTÔMAGO


Os efeitos da deficiência de selênio no aumento da freqüência de pólipos adenomatosos e de câncer intestinal tem sido demonstrada tanto em estudos "in vitro", no animal e no homem. Estudos tem demonstrado que nas regiões do planeta onde os solos são mais pobres em selênio a incidência de câncer intestinal é maior. Estudos epidemiológicos também tem demonstrado uma maior freqüência de câncer intestinal nas pessoas com níveis de selênio no plasma menores. Além disso, um estudo encontrou taxas de selênio inferiores no intestino de indivíduos com câncer em relação a intestinos normais..
Scieszka M et al. Neoplasma 1997;44(6):395-7 2.  

quinta-feira, 28 de abril de 2011

SÍNDROME DO PÂNICO HIPÓTESE BIOQUÍMICA



Neste trabalho  procurei demonstrar que a sindrome do pânico tem sua origem num déficit enérgetico e outros aspectos secundários que levam ao surgimento desta doença como de outras como vemos a seguir:

Kato e Kato (2000) justificam que a manifestação da patologia em bipolares tem correlação com a depleção mitocondrial e a deficiência energética.

A deficiência no metabolismo na glicose tem sido encontrada na amígdala, hipocampo e tálamo com redução do volume da amígdala e lobo temporal, redução na densidade de receptores benzodiazepínicos nas áreas para-hipocampal e amígdala, com baixas concentrações de ácido gama-amino-butírico (GABA) em pacientes com transtorno do pânico. Soares, Teng (2008).

Pesquisadores da Rhode Island Hospital e Brown Medical School descobriram que a insulina e suas proteínas relacionadas também são produzidas no cérebro e não somente  no pâncreas e  que  níveis reduzidos estão relacionadas ao mal de Alzheimer, isso aumentou a possibilidade da diabetes tipo três. Já se tinha conhecimento que a resistência insulínica uma característica da diabetes está ligada a neurodegeneração.

Sob determinadas condições a glicólise ocorre de forma expressiva não por via oxidativa e sim por via anaeróbica pela conversão de Piruvato à lactato com formação de gás carbônico e liberação de elétrons do hidrogênio.

O acúmulo de ácido lático poderia modificar a resposta de  algumas enzimas transferência de energia e seus subprodutos (CO2) acima do normal levariam a um estimulo em pacientes predispostos  culminando no pânico, esta hipótese, merece ser apreciada, visto  haver correlação entre níveis de piruvato-lactato aumentados em pacientes clinicamente diagnosticados e uma sensibilidade a exposição ao CO2.

Corroborando esta hipótese  estudo de revisão sobre métodos químicos e psicológicos de  indução de ansiedade experimental humana  apontam que  o uso de injeção de ácido lático ou de colecitocinina (CCK) e a inalação de altas concentrações de gás carbônico promove o transtorno de pânico em pacientes com pânico e não em pacientes normais o que sugere uma sensibilidade maior deste grupo. Graeff (2007).

Araujo et al (2007). Estudo específico feito em pacientes com síndrome do pânico na prática de exercícios evidenciou que na situação de repouso em relação o grupo controle, estes pacientes apresentam em situação de repouso escores mais elevados na freqüência cardíaca, na medida de Piruvato e nos parâmetros psicológicos.

Embora o uso de inibidores de recaptação de serotonina (IRS) possam nos induzir a raciocínio diverso, devemos lembrar que os transportadores de serotonina estão presentes nas membranas pulmonares, a paroxetina alivia sintomas em pacientes com apnéia obstrutiva do sono e a sertralina reduz a dispnéia com DPOC. Outros estudos sugerem que estas modulam a fisiologia da respiração. Foi registrado em 12 (doze) semanas de tratamento anti-pânico com antidepressivos tricíclicos  imipramina e clomipramina reduziram significativamente a sensibilidade ao CO2 em pacientes pânico e indivíduos sadios isto não ocorreu. Sardinha (2009).

Segue algums suplementos e fitoterápicos que poderiam contribuir na melhora:

Acido alfa lipóico -Diabetic Medicine. 2007 Sep 24(9):1034-1038
Vanádio - Metabolism. 1996 Sep;45(9):1130-5
Omega 3 - Eur Neuropsychopharmacol. 2003 Aug;13(4):267-71
Zinco - Metabolism 1998;47:792-798  
Ginkgo J Physiol Pharmacol. 2002 Sep.; 53(3): 337-48
e cromo

Artigo publicado na Revista Brasileira de Bioquímica Médica






quarta-feira, 27 de abril de 2011

IMPACTO DA VACINAÇÃO SOBRE O HPV 6/11/16/18 E DOENÇAS ASSOCIADAS


Antecedentes: O estudo da profilaxia da vacina sobre o papilomavírus humano (HPV) tipos 6,11,16 e 18 e sobre as doenças associadas foi investigada em uma população de mulheres sexualmente ativas com resultado negpativo para os 14 tipos de HPV e uma população mista de HPV expostas e não expostas.
Métodos: Participaram deste análise 17 622 mulheres com idades entre 15-26 anos, matriculadas em um dos dois estudos randomizados, controlados por placebo, estudos de eficácia da vacina HPV6/11/16/18 (primeiro paciente em 28 de dezembro de 2001, e estudos concluídos julho 31, de 2007). Vacina ou placebo foi dado no dia 1, mês 2 e mês 6. Todas as mulheres foram submetidos a amostragem cervicovaginal e teste de Papanicolaou (Pap) no dia 1 e a cada 6-12 meses depois. Os resultados foram qualquer neoplasia intra-epitelial cervical; quaisquer lesões externas anogenital e vaginal, anomalias teste de Papanicolaou e procedimentos, como colposcopia e tratamento definitivo. índices absolutos são expressos em mulheres com ponto final por 100 pessoas-anos em risco.Resultados A média de acompanhamento foi de 3,6 anos (máximo de 4,9 anos). Na população que era negativa para 14 tipos de HPV, a vacinação foi de até 100% eficaz na redução do risco de HPV16/18-related alto grau de vulva, colo do útero e lesões vaginais e do HPV6/11-related verrugas genitais. Na intenção de tratar de grupo, a vacinação também estatisticamente reduziu significativamente o risco de qualquer lesão cervical de alto grau (redução de 19,0%; vacina = taxa de 1,43, taxa de placebo = 1,76, diferença = 0,33, 95% intervalo de confiança [CI] = 0,13-0,54) vulvar, vaginal e lesões (50,7% de redução; vacina taxa = 0,10, taxa de placebo = 0,20, diferença = 0,10, IC 95% = 0,04-0,16), as verrugas genitais (62,0% de redução; vacina taxa = 0,44, a taxa de diferença placebo = 1,17 = 0,72, IC 95% = 0,58-0,87), anormalidades de Papanicolau (11,3% de redução; vacina = taxa de 10,36, taxa de placebo = 11,68, diferença = 1,32, IC 95% = 0,74-1,90), e cervical definitivo terapêutica (23,0% de redução; vacina taxa = 1,97, taxa de placebo = 2,56, diferença = 0,59, IC 95% = 0,35-0,83), independentemente do tipo de HPV causais.Conclusões:  A alta cobertura de programas de vacinação de HPV em adolescentes e mulheres jovens pode resultar em uma redução rápida das verrugas genitais, anormalidades citológicas cervicais e procedimentos diagnósticos e terapêuticos. A longo prazo ocorrerá reduções substanciais nas taxas de cânceres vaginal, vulva e colo do útero.
J Natl Cancer Inst (2010) 102 (5): 325-339.
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