A ibogaína é um alcalóide da planta Tabernanthe iboga de origem africana e tem sido utilizada na recuperação de dependentes químicos.
O uso de drogas ilícitas instalam no organismo uma dependência que domina o usuário levando a uma situação de internação compulsória. Após um período de desintoxicação, surge as crises de abstinência, com importantes alterações de sono e deterioração da relação familiar com uma iminente recaída.
Os estudos iniciais começaram com pesquisadores americanos, que apostaram na ibogaína um alcalóide extraído da casca da raiz do arbusto , consumido há séculos pelas tribos do Gabão em rituais religiosos.
Pesquisas mostram sua eficácia nos dependentes de heroína, cocaína, crack e álcool, testes tem sido feitos a uma década em voluntários pelo departamento de neurologia da Universidade de Miami
No Panamá, desde 1994 no Centro de Médico Paitilla e Healing visions Institute for Addiction Recovery, clínica instalada na Ilha de St. Kitts, no Caribe desde 1996. Já foram reabilitados cerca de 250 pacientes e o caso apresentado em congresso Universidade de Nova York em 1999.
O alcalóide ibogaína restabelece a produção de dopamina no cérebro, afetada pelo consumo de outras drogas recuperando a sensação de conforto sensação de conforto e bem estar do
dependente. A substância promove uma espécie de regressão aos fatos que conduziram o paciente ao vício mudando sua postura psicológica reavaliando seu caminho. Outro ponto importante que estudos apontam para aumento do GDNF fator responsável pelo crescimento, manutenção e sobrevivência dos neurônios. Os candidatos a tratamento realizam uma série de exames antes do início da terapia e assinam um termo de consentimento, lembrando que ainda é uma droga experimental. O pacientes entram em um transe que dura de 24 a 36 horas, logo após, cessa a compulsividade por outras drogas ilícitas dizem os pacientes tratados, não existe crise de abstinência por uso de ibogaína, o tratamento dura de cinco dias a duas semanas. No Brasil o renomado psiquiatra Dr. Dartiu Xavier conduz estudos com a substância na UNIFESP- SP e possui um protocolo para voluntários. Relata o psiquiatra que dois de seus pacientes experimentaram a ibogaína no Exterior e cessaram o uso de cocaína. MAIORES INFORMAÇÕES: UNIFESP - São Paulo - SP Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes |
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